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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Retrospectiva 2015

Sem dúvida foi o ano mais estranho de nossas vidas. Foi também o ano que achamos que passou mais rápido. E sabem por quê? Porque não fizemos quase nada...

Sim, os dois primeiros meses do ano foram ótimos, cheios de atividades. Passaram voando. Só que o resto inteiro de 2015 pareceu ter passado mais rápido ainda!

O começo do ano foi fantástico. Virada do ano em Paris, com direito a praticamente dois meses na cidade-luz. Vivemos como locais, em um apartamento maravilhoso, super bem localizado (apesar do canal de tv americano Fox dizer que estávamos em uma das no-go zones!).

Lição do Gurulino, personagem dos grafites de Bsb: Mau humor? Inspire... expire... fique feliz!

Foi nesses dois meses que tomamos a decisão de terminar mais cedo o sabático e voltar para o Brasil. A Lud ficou feliz com a ideia. Eu, nem tanto.

A maioria das pessoas que encontramos durante os 26 meses de viagem fala que não daria conta de tanto tempo fora de casa, mudando de endereço, língua, costumes, moeda, tudo. A Lud realmente cansou. Eu não. Acho que topava passar a vida toda viajando, conhecendo novos lugares, novas culturas, tendo novos mapas para decorar, novas moedas para fazer conversão, aprendendo me locomover e como viver gastando pouco, sempre dentro do nosso orçamento.

Só não voltamos direto de Paris para o Brasil porque não dava para terminar a viagem sem passar em Lisboa, que é hoje nossa segunda pátria. Precisávamos nos despedir dos amigos e da cidade, dizer um até logo, daqui a pouco estaremos de volta. Foi uma semana que também passou voando.

De volta ao Brasil, passamos seis meses - que pareceram um! - morando na casa dos pais da Lud em Belo Horizonte (eles viajando metade do tempo). Eu estudando para futuros concursos e recuperando todo o peso perdido durante 2014. A Lud tentando estudar para futuros concursos e perdendo todo o peso ganho durante 2014.

(Interessante isso. Fora do Brasil, eu emagrecia com facilidade, mesmo comendo maravilhas mil, enquanto a Lud ganhava peso. Deve ser porque a gente comia parecido e ela tem metade do meu tamanho. Foi voltar ao Brasil que tudo se inverteu, a ponto de eu recuperar todos os quilos perdidos em 2014 e até encontrar alguns a mais que nem meus eram.)

Nesse período em BH deu para matar a saudade das famílias, de alguns amigos e, lógico, de vários pratos brasileiros. Deu para perceber também que gostamos mais de temperaturas na casa dos 15 a 20 graus do que de climas tropicais. Aprender a viver no calor de novo não foi fácil. Outra coisa que não foi agradável foi lembrar que pernilongo existia. Gente, que bicho chato.

Lud também gastou um bom tempo na internet procurando onde morar em Brasília. Quando voltamos para a capital, em 1º de setembro, já tínhamos várias opções para ver. Num instante fechamos negócio. No dia 4 de setembro estávamos na casa nova.

Outra coisa que aconteceu muito rápido foi o retorno da Lud ao trabalho. Ela deu uma passada no serviço dela no dia 2 para ver como estavam as coisas e... resultado: dia 3 já estava trabalhando.

O final do ano também voou. Aos poucos fomos arrumando a casa, nossa mudança chegou, as etapas do concurso que fiz foram passando e eu fui sobrevivendo aos trancos e barrancos. Tudo por causa das mudanças de gabarito, das notas provisórias, das notas finais, dos recursos. No final fui aprovado para o mesmo cargo que tinha deixado em 2010. E a nomeação saiu no apagar das luzes de 2015, no dia 30 de dezembro.

Em Brasília, finalmente acertamos nossos relógios biológicos. Ambos voltamos ao peso mais baixo que tivemos durante toda a viagem. A Lud ao peso de antes de viajar; eu, quase ao menor peso do sabático.

Encerramos o ano com a guinada de 360 graus. Voltamos para a mesma cidade, mesmos empregos, mesma vida. Mas na verdade, não foi um círculo que fizemos: foi uma espiral. Apesar de parecer que voltamos para a vida antiga, nossa cabeça, nosso visão de mundo, nossas crenças, nossos paradigmas, tudo mudou. Acho que para melhor. Moramos em uma casa menor do que antes, não temos carro, gastamos menos, e somos ainda mais felizes.

Para terminar, não poderia deixar a parte orçamentária passar batida. Foi um ano que terminamos com um saldo negativo de... 447 reais. Praticamente um zero a zero. Até nisso o ano foi estranho. Ao contrário de 2011 e 2012, quando juntamos muita grana, e 2013 e 2014, quando gastamos muito dinheiro, 2015 terminou praticamente empatado. Mais uma coisa para somar na sensação que o ano foi curto.

4 comentários:

  1. Faltou uma coisa: a descoberta do Léo como escritor! A gente já conhecia a veia literária da lud, mas foi legal ver que vcs se completam até nisso!! :)

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    1. Ah, o Leo é o repórter. A Lud é a editora. Ela me completa mesmo :)

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  2. Oi casal! Passando pra comentar que amei esse blog e me identifiquei muito! Estou morando em Brasília (concurso, kitnet, sem carro etc) e juntando $ pra ir embora pro Canadá. Já passei 2 anos fora e achei q ia conseguir voltar e "ter uma vida normal"...só que não! Achei super interessante esse 360° que vcs fizeram, pois mesmo voltando para a mesma vida, a vida nunca mais será a mesma, não é? Abraço e tudo de bom pra vcs!

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    Respostas
    1. Ótimo 2016 para você também. E que seus planos possam ser realizados o mais rápido possível. Se der, vamos combinar um dia para nos encontrarmos para trocar experiências e casos.

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