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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Bulgária: custos e impressões

A enorme e linda catedral de Alexandre Nevsky em Sofia. Por dentro é muito bonita. Pena que não pode tirar fotos. 
Quanto tempo ficamos: 8 noites. 4 em Sofia, 2 em Plovdiv e 2 em Veliko Tarnovo
Quando fomos: 12 a 20 de maio de 2014
Média hospedagem: 14,83 euros por pessoa/dia
Média alimentação: 4,01 euros por pessoa/dia
Média atrações: 1,87 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano: 1,65 euros por pessoa/dia


De onde e como viemos: Aeroporto de Frankfurt Hanh para Sófia na Bulgária. O aeroporto de Hanh fica longe de Frankfurt. Gastamos 14 euros por pessoa para irmos de ônibus até lá. O voo da Wizzair para Sofia custou 59 euros por pessoa com direito a uma peça de bagagem despachada.

Chegando a Sofia, o dono do apartamento que alugamos nos buscou no aeroporto. Ele nos cobrou 5 euros por pessoa.

Duração do voo: 2 horas e 20 minutos.

Procedimento de fronteira: Existe sim, mesmo a Bulgária fazendo parte da União Europeia. A fila foi grande e a espera também. Mas o procedimento para lá de simples. Quando chegou na nossa vez, não demorou mais que 30 segundos para termos os passaportes carimbados.

Hospedagem em Sófia: Um ótimo e barato apartamento alugado pelo airbnb. 30,25 euros por noite.

Hospedagem em Plovdiv: Excelente hostel boutique. Ficamos em um quarto só para nós dois. Banheiros compartilhados. Café da manhã incluso. Casa histórica e restaurada. Excelente atendimento e preço. 31,50 euros por noite.

Hospedagem em Veliko Tarnovo: Hotel Luck. 26 euros por noite. O melhor era a varanda. Linda vista da antiga fortaleza. O café da manhã era básico mas dava para matar a fome. É servido no quarto. Bom que você come na sua varanda.

Para onde e como fomos: Bucareste, capital da Romênia.

Compramos as passagens de trem com antecedência de um dia em Veliko Tarnovo. O trem sai de Gorna, cidade perto de Veliko Tarnovo. Pegamos um táxi que nos cobrou 5,23 euros. A passagem de trem de Gorna para Bucareste custou 14,57 euros por pessoa. A vigam demorou 6 horas e 45 minutos, 30 minutos a mais do que o previsto. Apesar da longa viagem para a curta distância, a viagem é tranquila e o trem, embora velho, não é desconfortável. Só sofremos um pouco com o forte calor e ausência de vagões climatizados.

Procedimento de fronteira: Ocorrem duas vezes: primeiro na cidade de Ruse, a última da Bulgária, os fiscais entram no trem, pegam os passaportes, carimbam a saída e avisam pelo rádio para alguém dar baixa no sistema. Já na primeira cidade romena o procedimento se repete, mas na Romênia os fiscais descem do trem com os passaportes e depois retornam com eles carimbados.


Sofia, bate e volta em Rila, Plovdiv e Veliko Tarnovo, nosso roteiro búlgaro. 
Língua e comunicação: A língua falada por todos é o búlgaro. E para complicar ainda mais, o alfabeto é o cirílico. Ainda assim, conseguimos fazer tudo por conta própria, sem precisar de excursões e pacotes. Em supermercados, padarias e farmácias quase ninguém fala inglês. Em locais turísticos, como restaurantes e hotéis, já falam, pelo menos o básico. Boa parte dos mais jovens falam e entendem bem o inglês. Para comprar passagens de trens e ônibus dentro do país levamos os horários e destino escritos para facilitar a comunicação. Recomendamos esse procedimento.

Custo total: 36,62 euros por pessoa/dia. O que encareceu a conta aqui foi o voo de Frankfurt Hanh para Sófia. Sem o custo do voo, a média foi de 26 euros por pessoa/dia.

Transportes: são bem mais antigos que no resto da Europa. Mas nada desconfortável ou impossível de aguentar. As estradas lembram as de Minas Gerais. Trechos de muita curva, subidas e descidas, mão única. E os motoristas correm. Se não fosse o remédio contra enjoos, acho que teríamos passado mal em alguns trechos.

Os trens são antigos mas bem confortáveis e muito baratos. Tanto que de Sofia para Plovdiv fomos de primeira classe, coisa rara para nós durante as viagens. Dá para comprar as passagens de trem com antecedência. As de ônibus, só na hora de embarcar. É fila por ordem de chegada, e os trechos que fizemos foram cheios: Sófia para Rila e depois Plovdiv para Veliko Tarnovo. Chegue cedo para garantir seu lugar. O espaço para bagagem é limitado nos ônibus e vans. Nosso caso, como temos malas pequenas, não tivemos problemas. Pessoas com bagens grandes podem não conseguir levar tudo.

Aqui o relato do ônibus para irmos à Rila a partir de Sófia.

Aqui a nossa viagem de trem para Plovdiv a partir de Sófia.

Aqui a ida de ônibus de Plovdiv para Veliko Tarnovo

Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 7.5/10

Voltaríamos? Com certeza. Gostaria de experimentar o festival das rosas da Bulgária, que é o maior produtor do mundo. Fora que não deu para encaixar no roteiro uma ida até Varna para curtir o Mar Negro. Vai ficar para uma futura visita.

Recomendado para: Quem quer se aventurar em uma Europa que já foi comunista e ainda está caminhando para o futuro. Para quem quer ter sua primeira experiência com uma língua que usa o alfabeto cirílico. Para quem quer conhecer Rila, um monastério maravilhoso. Para ver belíssimas igrejas com lindos mosaicos e pinturas. Para comer bem e barato. Para beber muita cachaça local. Para viajar em um ritmo bem mais lento, mais tranquilo e relaxado. Para quem quer viajar sem ter muitas obrigações turísticas do tipo "preciso ver o monumento x ou y". Só escolha a época para ir: tente fugir dos períodos de chuva e dos meses mais frios. Setembro parece ser a melhor época. Menos chuva, muitos dias de sol e boa temperatura.

Impressões: Na capital tivemos a oportunidade de conversar bastante com o dono do apartamento e seu amigo, que foram nos buscar no aeroporto. Os dois são bem jovens e nos passaram a impressão que o povo búlgaro é bem crítico em relação ao próprio país. Chegaram até a perguntar o que estávamos fazendo ali! O bom foi que acabamos nos surpreendendo, principalmente com o ótimo atendimento, sorriso fácil e simpatia dos locais com os quais interagimos.

Sófia não tem muitas atrações, mas garantiu uma estadia agradável. O passeio guiado que fizemos a pé foi bem bacana. Existem alguns belos pontos turísticos na cidade. O principal é a maravilhosa catedral ortodoxa. Pena que não pode tirar fotos dentro.

De Sófia, fizemos um passeio bate e volta ao monastério de Rila. Excelente. Vale a viagem à Bulgária. Pena que o dia estava feio e bem frio. Vale ressaltar a diferença de mais de 10 graus para menos em Rila em relação à Sofia.

As duas cidades do interior que visitamos, Plovdiv e Veliko Tarnovo, são uma graça. Plovdiv tem um centro histórico bacana e Veliko Tarnovo, uma fortaleza bem legal, vistas lindas, além do aspecto bem cuidado, florido e seguro.

Falando em segurança, mais um país em que não tivemos a menor sensação de perigo. Interior nem se fala. Em Sofia, algumas regiões parecem mais abandonadas e mal cuidadas, mas não tivemos problemas em nenhuma delas.

Curtimos muito a simpatia do povo. Em um tram que pegamos em Sófia, voltando do passeio à Rila, descobrimos que não tínhamos dinheiro trocado para pagar a passagem. Pedimos ajuda (em inglês, mas o que funcionou foi a mímica) para uma senhora e todo mundo que estava por perto começou a abrir as carteiras para tentar trocar o dinheiro para a gente. 


O povo também adora uma música e uma dança. Achamos um pouco parecido com as músicas e danças gregas (ou vice-versa). O que tem de gente na rua tocando algum instrumento e o que tem de canal de televisão passando música folclórica é impressionante. E sempre com os dançarinos vestindo roupas típicas super legais.

Adoramos as semelhanças com a Turquia. Muita influência turca (como o café da manhã com legumes e os belas cerâmicas). E o melhor: gatos turcos! Vimos muitos gatinhos nas ruas no mesmo estilo da Turquia, carinhosos e bem cuidados.


Na Bulgária o Leo tomou o iogurte mais gostoso da vida dele, de pêssego com maracujá. Parecia um mousse de maracujá e era delicioso. Pena que em nenhum outro destino encontramos para comprar. 


Adoramos os preços, que foram uma maravilha para nosso orçamento. É verdade que parece que os preços estão um pouco altos para os salários locais... Podemos estar enganados, mas dizem que isso costuma ocorrer em novos membros na União Europeia: uma certa inflação dos preços locais, que ficam depois estabilizados até ocorrer a adoção do euro. A moeda na Bulgária é o lev, que é a palavra antiga em búlgaro para "leão".


Gostamos muito dos táxis na Bulgária. São muito baratos. E os motoristas, muito honestos e simpáticos. Não tenho como comparar muito com outros países - devido ao custo a gente raramente usa - , mas a gente sempre lê que turistas são as vítimas preferidas de taxistas pelo mundo. Aqui não tivemos o menor problema. Usamos e abusamos. 

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