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sábado, 27 de fevereiro de 2016

China: custos e impressões

A bucólica Zhujiajiao. Valeu a pena sair da zona de conforto para ir para lá. 

Quanto tempo ficamos: 18 noites. 6 em Pequim, 1 em um trem, 2 em Xi An, 4 em Xangai, 1 em Macau e 4 em Hong Kong
Quando fomos: 10 a 28 de março de março de 2014
Média hospedagem: 23,42 euros por pessoa/dia
Média alimentação: 5,85 euros por pessoa/dia
Média atrações: 4,74 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano:   2,78 euros por pessoa/dia

De onde e como viemos: Voamos pela Turkish Airlines de Nice para Pequim com escala em Istambul.

Voo para lá de longo. Imagino que, saindo do Brasil, seja barra pesada chegar à China. Mas demos sorte: como fizemos o check-in do voo mais longo em Nice bem mais cedo, conseguimos voar na espaçosa saída de emergência. 


Procedimento de fronteira: como o visto foi tirado em Lisboa, ao chegarmos a Pequim o procedimento foi rápido e organizado. Mas a fila foi grande.

Duração: 12 horas e 10 minutos de voo, sendo 9 horas e 15 minutos o voo mais longo, de Istambul para Pequim.

Hospedagem Pequimalbergue reservado no hostelworld. 34,95 euros por dia.

Hospedagem Xi Analbergue reservado no hostelworld. 20,86 euros por dia (incluindo lavar e passar uma muda de roupa)

Hospedagem Xangai: hotel reservado no site booking.com. 55,32 euros por dia.

Hospedagem Macau: hotel reservado  no site booking.com. 56,59 euros por dia.

Hospedagem Hong Kong: apartamento alugado pelo airbnb. 66,75 euros por dia.

Para onde e como fomos: Voamos para Seul, na Coreia do Sul.

Compramos no site da Jin Air a passagem. É uma empresa low cost da Coreia que usa antigas aeronaves da Asiana. Apesar de low-cost,  é permitido marcar acento e despachar 20 kg de bagagem sem custos extras. Ainda servem comida a bordo, das boas.

Procedimento de fronteira: controle normal de passaporte. Tanto brasileiros como portugueses recebem o visto na hora. Rápido e organizado.

Mais de 3.500 km e mal chegamos a arranhar a China. Ainda temos muito a conhecer.
Língua e comunicação: chinês, é claro. Com suas variações, dependendo do local. Pouquíssimas pessoas falavam inglês. Conseguimos nos virar bem na base da mímica, apontando para o item do cardápio que queríamos ou mostrando no tablet a data, horário e nome do destino (em chinês) da passagem. Nos albergues em que ficamos o pessoal falava um pouco de inglês. Macau e Hong Kong já foi muito mais tranquilo: dava para falar em inglês em vários lugares. Menção honrosa para Macau. Não, ninguém fala português. Mas ter os pontos de ônibus escritos e anunciados em português dentro do ônibus é fantástico!

Custo total: 60,75 euros por pessoa/dia. A China ainda está bem barata. O que é um pouco mais caro que imaginávamos é o custo do transporte interno, entre as cidades. Mas, se pensarmos a distância, pagar 389 euros para todos os trechos não é tão absurdo assim. Tivemos um trem noturno de Pequim para Xi An, o voo de Xi An para Xangai, de Xangai para Macau, a balsa de Macau para Hong Kong e o voo de Hong Kong para Seul. Dentro desse valor de 60,75 euros também temos os gastos com vistos, com seguro de saúde, com algumas compras e lembrancinhas. Ou seja, foi um preço bem legal. Falta somar aí o custo de chegar na China vindo do Brasil, né? No nosso caso, como saímos da Europa e depois voltamos para lá do Japão: 580 euros. E na época o euro valia 3,15 reais.

Transportes: Muito bom. Usamos muito. Metrô para lá de bom em todas as cidades. Andamos de ônibus urbano para tudo que é lado em Pequim, sem problema algum. Passam vários da mesma linha em um espaço pequeno de tempo. A linha vem identificada em luminosos na frente do ônibus, como no Brasil, e a grande vantagem é que são números arábicos, então a gente entende!

E dá para usar o google maps para traçar rotas. Tanto que fomos para a muralha da China de transporte público. E visitamos os Guerreiros de Terracota usando ônibus normal, viajando com um monte de chineses que iam para as universidades que ficam pelo caminho.

Não nos perdemos nem uma vez. Nem para ir à minúscula Zhujiajiao, perto de Xangai, usando ônibus que só tinha o destino escrito em chinês. A gente se virou: como o ônibus saía de uma rodoviária pequena, sacamos o tablet - onde tínhamos "Zhujiajiao" em chinês - e fomos comparando um por um, até encontrar.

E o chinês anda super organizado. Faz fila indiana, não empurra. E apesar de ter muita, muita gente, a frequência dos transportes ajuda a não encher demais. Lógico que na hora do rush é bem lotado. Mais informações aqui.


Não andamos de táxi, então não podemos dar nossa opinião a respeito. 

Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 6.5/10. Viajar de maneira independente, que é o que fazemos, tem um pouco de aventura embutida, qualquer que seja o destino. Na China teve uma dose extra de emoção. Mas foi bem mais tranquilo do que imaginávamos. Agora, sair da rota batida deve dar um senhor trabalho. Aposto que dá para fazer, mas tem de ter um pouco de disposição para aguentar alguns perrengues - que vão virar ótimas histórias para contar no futuro...

Voltaríamos? Sim! A China é enorme e tem muito ainda a explorar. Fora que quero muito ir ao Tibete.

Recomendado para: todo mundo. Acho que a China é um dos melhores destinos do mundo. Imagina que você vai ver as muralhas da China, o Palácio Proibido, os Guerreiros de Terracota, o Templo do Céu e da Lua, experimentar um cultura incrível, um país que cresce de forma impressionante, que combina o moderno com o antigo. É longe, é mais complicado mas vale demais a pena. Fora que o preço das atrações é praticamente de graça se a gente pensar no tanto que elas valem. Xangai já é mais ocidental, mas ainda tem muito charme. Hong Kong é fantástica. E está sempre crescendo e inventando algo novo e incrível. E Macau? Adoramos ver um pouco do resto da influência portuguesa tão longe da terrinha. Placas escritas em português e em chinês, a arquitetura marcante ainda presente, a influência na comida... Sim, dá para comer até uma bifana no pão e terminar com um pastel de nata!

Impressões: difícil resumir a China. Por isso, vamos fazer dois post extras. Um com as primeiras impressões da Lud em Pequim. Outro com as impressões nossas após passarmos por todos os destinos. Espero que ajude.

Sobre comida, somos bem enjoadinhos. Mas dá para comer em cadeias de sanduíche em toda a China por preços absurdamente baratos.  Também comemos algumas vezes nos restaurantes dos albergues e foi muito bom. De arroz frito tailandês a pizza bem italiana. E, em Hong Kong, fomos ao restaurante estrelado Michelin mais barato do mundo. E é uma maravilha!

Quem quiser comer espetinhos de tudo que existe no mundo pode. Nós não encaramos. Até porque é coisa mais para turista hoje em dia - e é caro. Também visitamos supermercados e fizemos compras para mantermos nosso esquema lanche na mochila durante o dia. Difícil é achar produtos derivados do leite. Poucas opções e bem caras ainda. 

Um comentário:

  1. Ainda animo - deixa os meninos crescerem um pouco pra vcs verem ;)
    (e se vcs falam que é mais impressionante que o Japão, a China subiu váaarias posições na minha listinha de desejos)

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