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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Coreia do Sul: Custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 4 noites, todas em Seul.
Média hospedagem:   33,63 euros por pessoa/dia
Média alimentação:   6,36 euros por pessoa/dia
Média atrações:   2,67 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano:   34,52 euros por pessoa/dia (aluguel de carro + combustível)

De onde e como viemos: Voamos de Hong Kong para Seul pela Jin Air

É a low cost coreana com sede em Seul. Muito boa. Mas foi salgado. 168 euros para voas de Hong Kong para Seul. Ir direto para o Japão seria mais em conta. Só que queríamos aproveitar que já estávamos perto para conhecer a Coreia. 

Procedimento de fronteira: Nada. Desce no aeroporto, pega sua mala e vai embora.

Duração: 3 hora e 10 minutos de voo.

Hospedagem SeulApartamento airbnb. 45,25 euros por dia. Um achado! Recomendamos demais.

Para onde e como fomos: Voamos para Osaka no Japão, de onde pegamos o ônibus para Kyto!

Procedimento de fronteira: Portugueses não precisam de visto nem nada. Eu tive que tirar em Lisboa o visto para o Japão. Tem data de validade e é cheio das restrições. Mas uma vez emitido, a imigração é rápida e eficiente. Como tudo no Japão.

Língua e comunicação: Coreano. Difícil de falar e entender algo. A língua é mais cantada que o chinês, mas com leitura e escrita absurdamente mais fáceis. Eles não usam ideogramas: têm um alfabeto fonético de 24 caracteres que é considerado um dos mais lógicos do mundo. Conhecemos só Seul. Nem todo mundo fala inglês. Mas algumas pessoas falam. E dá para se virar bem. Provavelmente no resto do país deve ser um pouco mais difícil de se comunicar em inglês.

Custo total: 34,52 euros por pessoa/dia. Agora, tivemos ainda o custo para voar de Hong Kong para Seul e depois voar para o Japão. Foram mais 250 euros por pessoa.

Transportes: Só andamos de metrô. E é muito, muito bom. Fácil, confortável e bem moderno.

Nota Leo para o país: 7.0/10

Nota Lud para o país: 3.5/10

Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 7.5/10. Fácil mas difícil de chegar. Muito longe né? Apesar de ficarmos apenas em Seul, vimos que é fácil viajar pelo resto do país. Muitas opções de transporte e com muita informação na internet. A língua pode atrapalhar um pouco.

Voltaríamos? Leo: Dificilmente. Muito longe. E se for para ir para aquele lado do mundo, ainda tenho muito que quero ver. Fora a China que ainda quero explorar mais. Agora, se inventarem o teletransporte ou me mandarem trabalhar lá, volto sem problemas.

Recomendado para: Para quem quer visitar muitos, muitos museus. Não imaginava; Mas Copenhague tem uma variedade de excelentes museus. Além claro de conhecer um dos melhores locais do mundo para se viver.

ImpressõesSeul não é um destino para lá de turístico, mas foi interessante conhecer mais um país asiático. Principalmente para ver que, apesar da dominação japonesa e da influência chinesa, a Coreia tem suas tradições e cultura próprias. 

A Coreia foi um ótimo aquecimento para as cerejeiras do Japão. Vimos muitas ameixeiras e abricozeiras.

Não dá para falar do resto do país. Mas se Seul servir de cartão de visitas, é um lugar fácil de viajar, seguro, moderno e já bem ocidentalizado, mas ainda com muitas tradições e forte cultura local com influência chinesa. 

Seul não tem uma atração turística famosa ou um evento mundialmente conhecido, mas a cidade é para lá de agradável. É difícil de explicar: pode ter sido a tremenda organização, os prédios charmosos, ou o fato de os lugares serem um pouco menos cheios do que na China.

Para não falar que Seul não tenha seus cartões postais turísticos, há vários palácios restaurados. São parecidos com os chineses, mas bem mais sóbrios - embora nem por isso menos interessantes. De Seul é possível fazer um passeio até a região mais militarizada do mundo, a fronteira com a Coreia do Norte. Ironicamente, ela é chamada de DMZ (Demilitarized Zone - zona desmilitarizada). Pensamos em conhecer mas mudamos de ideia. Achamos que seria besta, caro e daria para usar o tempo em atrações mais  pacíficas.

Só sei que passamos três dias muito bons na cidade. O primeiro esteve nublado, e rolou uma garoa quase imperceptível. Já no segundo e terceiro dias, tivemos um lindo céu azul. Apesar do tempo bom, a variação climática foi uma loucura. As temperaturas foram de 10 a 26 graus no mesmo dia.

É inegável o fato de que ver belíssimas árvores de abricó e de ameixa em flor (as flores são iguaizinhas à de cerejeira - nem os locais sabem a diferença) ajudou muito a gente a gostar da cidade. Tanto que tiramos pencas de fotos, cada uma mais bonita que a outra. E ficamos animados com a perspectiva de vermos ainda mais flores no Japão.

Outro fator que contribuiu para nossa satisfação foi nosso apartamento, fofo e confortável. Pequeno mas muito funcional, com todos os luxos e mimos possíveis. Foi um dos melhores que já ficamos até hoje, principalmente se compararmos com outros do mesmo tamanho.

Ter ao lado de casa um complexo com estação de trem, estação de metrô e um supermercado gigantesco também ajudou. O supermercado vendia muitos produtos locais - exóticos para nós - e muitos produtos ocidentais - exóticos para os coreanos. Inclusive caramelos Embaré, fabricados em Lagoa da Prata, em Minas! Compramos tantos pacotinhos que fizemos o estoque baixar.

Se bobear, tivemos mais dificuldades de comunicação em Seul do que na China. Lógico que encontramos pessoas que falam inglês, mas bem menos que eu esperava. Em contrapartida, achei o pessoal daqui menos receoso de conversar conosco do que os chineses.

Vira e e mexe alguém pedia para a gente tirar foto deles. O que foi ótimo, pois a pessoa sempre quer retribuir o favor. Teve um coreano que foi ao delírio ao saber que éramos do Brasil. Enumerou várias cidades do Brasil que gostaria de conhecer, de Brasília a Belo Horizonte. Sim, até nossa BH tava na lista dele. E ele não parou por aí, não. Gastou um bom tempo se despedindo, falando "bom dia! obrigado!", e nomeando os outros países que quer conhecer. Foi muito legal.


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