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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Romênia: custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 13 noites. 4 em Bucareste, 4 em Brasov, 2 em Sighisoara, 2 em Sibiu e 1 em Timissoara.
Média hospedagem:  18,68 euros por pessoa/dia
Média alimentação:  6,30 euros por pessoa/dia
Média atrações:  3,47 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano:  1,03 euros por pessoa/dia

De onde e como viemos: Veliko Tarnovo na Bulgária para Bucareste.

Compramos as passagens de trem com antecedência de um dia em Veliko Tarnovo. O trem sai de Gorna, cidade perto de Veliko Tarnovo. Pegamos um táxi que nos cobrou 5,23 euros. A passagem de trem de Gorna para Bucareste custou 14,57 euros por pessoa. Apesar da longa viagem para a curta distância, a viagem é tranquila e o trem apesar de velho não é desconfortável. Só sofremos um pouco com o forte calor e ausência de vagões climatizados.

Duração: 6 horas e 45 minutos de viagem. Mais 10 minutos do táxi de Veliko Tarnovo até Gorna.

Procedimento de fronteira: Ocorrem duas vezes: primeiro na cidade de Ruse, a última da Bulgária, os fiscais entram no trem, pegam os passaportes, carimbam a saída e avisam pelo rádio para alguém dar baixa no sistema. Já na primeira cidade romena o procedimento se repete, mas na Romênia os fiscais descem do trem com os passaportes e depois retornam com eles carimbados.

Hospedagem Bucareste: Apartamento alugado no site airbnb. 39,25 euros por noite.

Hospedagem Brasov: Apartamento alugado no site airbnb. 32,50 euros por noite.

Hospedagem Sighsoara: Hotel Pensiune Bastion. 35 euros por noite. 

Hospedagem Sibiu: Hotel The Council. 56 euros por noite.

Hospedagem Timissoara: Hostel Nord. 28 euros por noite.

Para onde e como fomos: Timissoara para Belgrado na Sérvia.

Contratamos o serviço da empresa Geatours que faz todos os dias o transfer de uma cidade para a outra. Custa 20 euros por pessoa. A outra opção era tentar o trem, mas não conseguimos muitas informações. Só que custaria por volta de 11 euros e seria necessário trocar de trem na fronteira. Mas os horários foi impossível descobrir.

A viagem foi muito boa. Cabiam 8 pessoas além do motorista, e éramos só 4. E a van era bem espaçosa. A viagem começou às 10:20 e terminou por volta de 13:00. Estrada bem estreita mas tranquila, em ambos os países. A van nos pegou na porta de nosso hotel e nos deixou na porta do apartamento que alugamos em Belgrado. 

Procedimento de fronteiraTotalmente sem incidentes. Para primeiro na fronteira da Romênia, o motorista pega o passaporte de todos e entrega para a fiscal que estava lá. Ela olha, fala o nome das pessoas só para ver se bate com as fotos e logo depois devolve tudo. Aí a van anda uns 100 metros e repete o procedimento na fronteira da Sérvia. Tanto eu quanto a Lud entramos sem problema e sem necessidade de visto, em com meu passaporte brasileiro e ela com o português. 


Língua e comunicação: A língua oficial é o romeno. Dá para ler algumas coisas, pois existe certa semelhança com línguas latinas. Falar e escutar é bem mais difícil. Não tivemos problema em nenhum momento. Mesmo nas cidades menores. Até mesmo na minúscula Medias, onde perdemos uma conexão de trem, conseguimos comunicar de forma razoável em inglês.

Custo total: 36,92 euros por pessoa/dia. Surpresa na Romênia foi nossa multa que tomamos no ônibus de Bucareste que nos custou 11 euros. Outra coisa interessante para relatar da Romênia são os gastos com direito de fotografar atrações. 14,26 euros para poder tirar fotos no Castelo de Peles e Sinaia e o Parlamento em Bucareste;

Transportes: Sem dúvida os mais precários de todas nossas viagens. Comprar com antecedência é um conceito que não existe. Local de saída e chegada é ali, na próxima esquina, ou na próxima praça. Tudo meio que no pergunta que alguém sabe. Lógico que existem as rodoviárias de onde saem os principais ônibus. Mas as vans e furgões, o principal meio de transporte público da galera entre as cidades é na base do informalismo puro. E tudo bem antigo, pequeno, apertado e lotado até não caber nem mais uma criança de colo no colo da criança não tão de colo. A vantagem é o custo. É tão barato que você quase está recebendo para viajar. As estradas são terríveis, o trânsito bem caótico. Mas tudo em velocidade para lá de baixa.



Nota para o país: 7.5/10

Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 7/10.

Voltaríamos? Sim! Confesso que esperava um pouco mais. Imaginava que a Romênia seria para mim o que a Polônia foi em 2013. Mas a Romênia agradou, principalmente o interior. Gostaria de explorar outras regiões do país, principalmente a remota região de Bucovina. Porém não é uma região fácil de ir por conta própria sem alugar um carro. Pelo que vi, depender de transporte público para ir para lá não é para os fracos. E alugar um carro para dirigir pela Transfagarasan deve ser interessante. E explorar a região dos Cárpatos.

Recomendado para: Quem quer conhecer um país com muita história (inclusive a origem da lenda do Drácula), visitar muitas cidades coloridas e com uma arquitetura bem diferente e viajar em um destino com preços ainda muito em conta para padrões europeus. E se você gosta de carne de porco, poderá comer muito, mas muito bem na Romênia.

Impressões: Bucareste é legal mas foi o local que mais nos decepcionou. É que esperávamos mais. A cidade ainda tem muitos prédios abandonados ou com necessidade de reformas pelo lado de fora. Mas nosso guia nos contou que o problema é que após a redemocratização do país, muitos imóveis ainda não possuem dono ou os mesmos estão na justiça brigando para recuperá-los. Com isso, é raro quem queira investir na reforma. Mas o gigante prédio do Parlamento e outras partes bem legais valem a pena conhecer.

Já o interior foi o que imaginávamos. Brasov, Sighsoara e Sibiu são lindas. Muito agradáveis, fácil de passear a pé por toda a parte turística, com preços bem em contas e comida excelente.

Os transportes são um pouco melhores que os da Bulgária mas ainda deixam muito a desejar em termo de velocidade para o resto da Europa. Mas os trens são confortáveis, apesar de antigos.

Tínhamos lido muito sobre matilhas de cachorros, ou o perigo dos ciganos. Não vimos nada disso. Vimos poucos cães nas ruas e todos que vimos tinham identificação nas orelhas o que indicava que era cuidados e vacinados. Ciganos foi até uma decepção. Não vimos quase nenhum. Só mesmo no trem entre Medias e Sibiu é que vimos uma grande família. Acho que nos reparamos neles. Mas eles nem registraram a gente.

Em relação aos custos, ainda é uma região bem barata da Europa. Tanto que comemos bem fora de casa. Coisa que fizemos muito pouco na Europa. E além de comer muito, comemos muito bem.  Carne de porco e tudo feito com queijo cascaval é delicioso.

Os transportes também são baratos. Tanto que gastamos 45 euros por pessoa com todas nossos trechos de trem: Bucareste-Brasov-Sighisoara-Sibiu-Timissoara. Única coisa que não gostei é que para tirar fotos em alguns lugares, paga-se, e caro. E as atrações pagas também são um pouco salgadas para a região.

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