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quinta-feira, 3 de março de 2016

Aniversário: 1 ano que voltamos para o Brasil

Vai dizer que é fácil? Não, não é fácil. Depois que a empolgação do retorno passa – você reencontra os amigos, conta um monte de história, toma guaraná, come pão de queijo – e a vida entra nos eixos – apartamento alugado, móveis comprados, trabalho retomado -, dá uma angústia, sim. 

Nós éramos felizes. E sabíamos. 

Talvez o mais difícil seja abrir mão da autonomia: de 2013 a 2015, a gente podia ir para onde quisesse, parar onde bem entendesse, organizar nossos dias do jeito que achássemos melhor. Hoje, temos de morar 11 meses por ano no mesmo lugar (ou pelo menos na mesma cidade) e nossos horários são determinados por nossos empregos. É duro.

E tem outra coisa meio complicada: a gente deixa de achar graça em algumas coisas que muitas pessoas acham. Sabe trocar de carro (ou ter um carro!), ganhar um celular último modelo, mudar para um apartamento maior, comprar a bolsa da moda? Pois é. Entendemos objetivamente que as pessoas fiquem felizes com isso, mas pra gente não empolga. Não quer dizer que sejamos entes iluminados e superiores, de jeito nenhum! Só diferentes. 

Uma vez, li no blog da Dri (Drieverywhere), que ela não toparia fazer uma viagem por um período muito longo. Segundo ela, "por acaso conheço outros casos que não conseguiram mais “se recuperar” (economicamente, socialmente etc) desde que voltaram de suas volta ao mundo". 

Na época pensei que ela queria dizer que os conhecidos dela não tinham conseguido empregos tão bons quanto os antigos. Hoje minha visão é outra: acho que os conhecidos dela simplesmente deixaram de dar importância a coisas que ela, Dri, acha importantes (e se são importantes pra ela, tá valendo, não discuto). 

Se a Dri nos conhecesse, provavelmente nos colocaria na lista de pessoas que não conseguiram "se recuperar". Afinal, hoje a gente mora em um apartamento menor, possui menos objetos e não tem carro. O que ela não saberia é que gente não faz isso porque precisa - a gente faz porque quer. 

Sair viajando por aí tem esse efeito colateral, sim: você volta muito louco. E já começa a pensar no próximo sabático. 

Planejando novos voos. 

4 comentários:

  1. Eu que só passei um ano fora e nem viajei muito entendo TANTO! Imagino.

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    1. Ah, Tina, que bom que você entende!

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  2. Passamos 6 meses fora (Portugal), viajamos um pouco pelo país e Paris, só, já entendo MUITO!!! Adoro o blog, gostaria muito de sentar num boteco com vcs!!

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    1. Anaia, nós somos facinhos: é só chamar que a gente vai, rs!

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