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domingo, 20 de março de 2016

Polônia: custos e impressões

A Real Catedral Basílica dos santos Estanislau e Venceslau em Cracóvia. Ou simplesmente Catedral de Wawel.
 Foi aqui que o João Paulo II celebrou sua primeira missa como padre, em 1946.
Quanto tempo ficamos: 9 noites. 2 em Poznan, 3 em Varsóvia e 4 em Cracóvia
Quando fomos: 11 a 20 de agosto de 2014
Média hospedagem: 21,72 euros por pessoa/dia
Média alimentação: 3,31 euros por pessoa/dia
Média atrações: 3,32 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano: 0,80 euros por pessoa/dia



De onde e como viemos: viemos de trem a partir de Berlim. Custou 29 euros por pessoa.

Compramos a passagem na própria Alemanha, em uma das nossas passadas por Frankfurt. Na viagem de Berlim para Poznan de segunda classe, nossa cabine estava lotadíssima. Nós dois, um casal da Nova Zelândia com os quais conversamos sem parar durante as 3 horas de viagem, e uma mãe polonesa com o filho. O que eles tinham de bagagem já dava para encher o compartimento. 

Duração da viagem: 2 horas e 50 minutos.

Procedimento de fronteira: não existe fronteira.

Hospedagem em Poznan: apartamento alugado pelo airbnb. 37,50 euros por noite.

Hospedagem em Varsóvia: bom apartamento alugado pelo airbnb. 55 euros por noite.

Hospedagem em Cracóvia: espartano e fraco apartamento alugado pelo airbnb. 37,75 euros por noite.

Para onde e como fomos: voamos para Estocolmo, capital da Suécia.

Procedimento de fronteira: mais uma vez, nada de fronteira


Mais um país que mal deu para arranhar. A Polônia tem muito a oferecer. 
Língua e comunicação: a língua falada por todos é o polonês. E, apesar de parecer complicado, é até um pouco menos do que à primeira vista. Não que a gente tenha aprendido alguma coisa... Nada, só nos comunicamos em inglês. E foi bem tranquilo. Tá certo que algumas pessoas possuem um sotaque bem forte, o que que dificultava um pouco o entendimento.

Custo total:
48,55 euros por pessoa/dia.

Transportes: trens variam de razoáveis para bons. Pesquise as rotas e opções de trens (cada um com seu custo) usando este site aqui, que está em inglês. Só preste atenção aos nomes da cidade e estações, pois as cidades maiores possuem várias estações. Para Varsóvia, use Warszawa Centralna. Para Cracóvia, use o Kraków Główny. São as estações principais dessas cidades. 

Existem várias opções de trem. Os mais caros são os mais rápidos e modernos, os EIC. Mas nem são tão mais velozes que os TLK. Para terem ideia, um EIC demora 2 horas e 58 minutos de Varsóvia para Cracóvia; um TLK, 3 horas em ponto. E a diferença de preço é absurda: a primeira classe do TLK é mais barata que a segunda do EIC. Já os demais tipos de trem são muito lentos - mas ainda mais baratos. 

Para comprar, use este site, também em inglês, usando os horários que você pesquisou no site anterior. 

Depois de comprar (o site aceita cartão brasileiro tranquilamente), basta imprimir a passagem. É apenas uma folha, não importando o número de passageiros. Nela constará o número do trem, o número de passageiros, a hora de saída e de chegada, a origem e o destino e o número do vagão e dos assentos. 

Não precisa validar nem nada. Basta entrar e achar seu lugar. Quando o fiscal passa, é só entregar o papel impresso da passagem e uma identificação. 

Os trens TLK que pegamos são confortáveis, mas bem mais antigos que os trens dos países ocidentais da Europa. A única diferença mesmo é que não tinham tomada para carregar equipamentos. O trem também sacode um pouco mais mas é por causa das linhas antigas. 

A últimas dica é que as estações todas estão em reforma para modernização (isso em agosto de2013. Já devem ter acabado) . Mas nada que atrapalhe a movimentação ou atrase os trens. 

Para terminar, cuidado apenas com as paradas intermediárias. Muitas estações não têm nome ou o nome é bem escondido. Fique esperto para não descer no lugar errado. 

O ideal é sair de casa sabendo quantas paradas serão até o seu destino. Apesar de que, por enquanto, os dois trens que pegamos foram pontuais igual relógio suíço. Bastaria descer na hora planejada. 

Não andamos de táxi. De ônibus só em Varsóvia. Usamos ônibus para ir da estação de trem para o apartamento e depois fizemos o mesmo para irmos embora. Muito tranquilo e fácil. 

Aqui nossa ida de trem para Auschwitz.
Aqui nossa ida de transporte público para a mina de Wieliczka.

Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 8,5/10

Voltaríamos? Sim! Gostamos demais do país, que ainda tem muito a oferecer. Infelizmente tivemos que cortar algumas cidades do nosso roteiro. A principal e que mais queremos conhecer é Gdansk.

Recomendado para: quem quer visitar um país pouco conhecido no Brasil (não tenho ideia do porquê). A Polônia ainda é barata, a comida é ótima, as cidades lindas, o povo é legal, tem muita história e muita igreja linda. E se você for fã do Papa João Paulo II, a Polônia é destino obrigatório. Também é super recomendado para quem gosta de história da Segunda Guerra Mundial.

Impressões: Foi um dos destinos mais surpreendentes de 2013. Achávamos que íamos gostar. Não gostamos, adoramos!

Todas as três cidades pelas quais passamos nos encantaram. Lindas de morrer. Bem nosso estilo. Varsóvia, então, foi uma surpresa ainda maior. Pelo que tínhamos lido na internet, ninguém falava muito bem. Como assim? Acho que por causa disso gostei mais dela do que Cracóvia.

A comida da Polônia também bateu com nosso gosto. Comemos muito bem na rua. O que é raro, pois a maioria das vezes evitamos por causa dos custos. Mas a Polônia é bem baratinha nesse departamento.

Nossa interação com os locais não foram profundas. Só o normal em supermercados, atrações e transportes. Exceção foi o hiper simpático dono do apartamento de Varsóvia. Conversamos bastante com ele. E durante toda a estadia ele ficava mandando mensagens, perguntando se precisávamos de algo, se estávamos bem, se queríamos alguma dica.

As igrejas polonesas merecem uma citação própria. São lindas, super decoradas e ricas. E o papa João Paulo II tem status de pop star. Sério, tem cartaz, exposição, placas, para tudo que é lado.

E o clima ajudou. Verão, nada de chuvas, temperaturas de agradáveis para quente e céu azul todo dia. Talvez no inverno bravo não seja tão bom. O ânimo das pessoas deve ser menor.

Com o verão, o que não faltava era gente na rua. E falando em gente, como tinha gente aproveitando o verão para tocar instrumentos ao ar livre e tentar ganhar uns trocados. E escutamos muita gente boa tocando pela Polônia. Parece que eles são bem fãs de música clássica por lá.

Em termos de segurança, não temos nada a relatar. Tudo muito tranquilo, sem a menor sensação de insegurança, nem durante nossas caminhadas noturnas ou em regiões mais cheias de gente, como as estações de trem das cidades.

Um comentário:

  1. Pode voltar na Polônia que Gdansk vale MUITO à pena. De lá, um bate-e-volta imperdível é a Malbork, pra visitar o maior castelo de tijolinho da Europa, tombado pela Unesco e liiiindo. Também conhecemos Torun e é bonitinha.
    Só pra deixar registrado que aceitamos a recomendação do Leo e adoramos a viagem à Polônia. Volto na primeira chance!

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