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sábado, 7 de maio de 2016

5 bons hábitos que adquirimos no sabático

1) Limpar a própria casa, cuidar da própria roupa: tanto o Leo e eu fomos aqueles filhos mimados que nunca se ocuparam dos serviços domésticos. Quando saímos da casa de nossos pais, contratamos uma diarista. Viajando, a gente teve de se virar. Aprendi que é um trabalho chato, pesado e repetitivo. Hoje, valorizo quem faz, recebendo para isso ou não.

Desde que voltamos, e tendo escolhido um apartamento pequeno, somos nós mesmos que cuidamos da limpeza (o Leo mais que eu, confesso). Não vou dizer que fica uma maravilha, mas fica razoável, e a gente se sente autônomo e responsável.

Pensamos em decorar a casa assim, mas ia dar muito trabalho tirar a poeira do lustre.

2) Tirar os sapatos ao entrar em casa: tanto na Ásia quanto na Europa, a primeira coisa que o povo faz quando chega em casa é tirar os sapatos. Se a gente parar pra pensar, faz muito sentido: para quê levar para o lar a sujeira da rua? Principalmente se é a gente mesmo que limpa.

Hoje, tiramos os sapatos assim que passamos da porta da rua e guardamos em uma caixa própria, que fica encaixada em baixo de um armário flutuante. Quando temos visitas, não falamos nada, porque não é hábito no Brasil e não queremos deixar ninguém desconfortável. Mas é tão automático que, às vezes, se a visita está chegando junto com a gente, tiramos o sapato, ela tira também e pronto. 

3) Ter mais paciência: como estávamos sendo indo de um lugar para outro, nossa vida era um festival de imprevistos. A gente tentava controlar o que era possível (comprando passagens com antecedência, alugando apartamentos antes de chegar à cidade, planejando as atividades do dia), mas é claro que isso não nos livrava de atrasos no transporte público, manifestações de rua, greves gerais, donos de apartamento que não falavam inglês, alterações no horário de voos, quedas de energia elétrica, problemas com a internet... E o que a gente fazia? Focava no fato de que estávamos sem trabalhar e viajando, e tentávamos resolver sem nos irritar. 

Agora não estamos mais sem trabalhar e viajando, mas a atitude ficou. O ônibus atrasou, o chuveiro queimou, o resultado não sai? Paciência. 

4) Repensar o consumo: começou em 2011, quando paramos de comprar para juntar dinheiro. Não éramos dos mais consumistas, então não vou dizer que sofremos, mas a viagem consolidou o hábito. Comprar não é diversão, recompensa ou passatempo. A gente compra aquilo que precisa, quando precisa. Passear no shopping para ver se algo nos atrai ou navegar na internet para checar os ofertas do dia? Não achamos graça.

Adquirir só o necessário se casa lindamente com o apartamento pequeno (fácil de limpar!) e com o fato de que não queremos gastar tempo (e dinheiro) com manutenção, guarda, conserto e seguro de objetos.  Até o carro entrou na dança: não temos.

5) Ser diferente... e não ligar pra isso: conhecemos gente que também gosta de viajar, outros que buscam o minimalismo, alguns que querem trabalhar de maneira diferente. Mas são poucos. A maior parte da família, dos colegas de trabalho e dos amigos segue uma vida tradicional. E, quer saber? Tudo bem. Temos certeza que vários deles acham que a gente é meio doido, e a recíproca é verdadeira. 

É verdade que de vez em quando a gente questiona alguns valores, porque achamos que qualquer decisão é válida quando tomada de olhos abertos, não porque todo mundo faz ou porque sempre foi assim. Mas, de maneira geral, convivemos bem. 

4 comentários:

  1. Posso ficar aqui no meu meio-termo feliz? ;)
    Eu cada vez mais acho que o apartamento é grande demais, mas algumas coisas não tem jeito de não consumir. Mas se vc achar o reservatório da paciência, manda o endereço, que eu tô precisando ;P
    Beijos!!

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    Respostas
    1. Se eu conseguisse engarrafar paciência, tava rica, né? =D

      Meio-termo feliz é joia. Mas deixa esses meninos crescerem pra você ver se a gente não te carrega para umas aventuras prolongadas por aí.

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  2. Lud, adorei o post! Acho que sentir-se autônomo e responsável por sua própria rotina é algo fascinante, embora seja bem difícil, mas eu sigo tentando. Já tivemos o hábito forte de tirar os sapatos ao chegar em casa - quando a filha nasceu - mas hoje não mais (hora de repensar). Repenso meu consumir já há alguns anos, e penso que vou repensar para sempre, pq é um exercício constante, e cada vez mais fácil. Também questiono algumas decisões vez ou outra, mas no geral não ligo muito de ser... diferente. Já a paciência, queria ter mais, mas não posso ignorar o quanto os anos têm me trazido boas doses dela.

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  3. Mi, a gente vai sempre tentando mudar e melhorar, né? De vez em quando temos umas recaídas. Mas a gente persiste =D.
    Beijos!

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