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terça-feira, 3 de maio de 2016

A verdade sobre a vida pós-sabático parte III

Por diversas razões (que serão devidamente esclarecidas no momento certo), meu suplício atual tem data para acabar: daqui a dois anos. Só que isso complica um pouco as coisas. O que fazer até a data D chegar? Largar tudo para investir em outra carreira? Afinal, daqui a dois anos essa nova carreira será colocada em pausa. Estudar para outros concursos? Convenhamos que as opções são limitadas.

Mais um ótimo Gurulino que encontrei no caminho de casa.




É que o governo federal sinalizou mais uma vez que não fará concursos no ano que vem. Concursos para outras esferas e outros entes federativos? Difícil. Sair de Brasília pode me trazer felicidade no emprego, mas não na vida pessoal. E, entre ser feliz fora de Brasília, mas longe da Lud, e ser infeliz no emprego, morando com ela, a segunda opção ganha fácil.

Por isso, acho que estou em um beco sem saída. Não sei para onde ir. Me parece que a solução é ficar onde estou pelos próximos dois anos. E dar um jeito de deixar o trabalho melhor. Ou pelo menos não tão detestável, né?

Acho que a resposta começa comigo mesmo. Não me estressar à toa, não me apegar muito, não deixar que o serviço me irrite a ponto de atrapalhar o resto do dia. Talvez uma saída seja fazer mais coisas, como me matricular em um curso de línguas.

Só que ando tão mal humorado e cansado no fim do dia que não me vejo saindo do trabalho e dando conta de me divertir em uma aula. Mas, de novo, isso só depende de mim. Por isso estou pensando seriamente em fazer um curso no segundo semestre.

Até lá, acho que escrever me ajuda. Também ajuda focar em pequenas coisas que me deixam feliz, como ler, ver filmes e seriados, escutar música para distrair e relaxar, pesquisar possíveis destinos onde moraremos no futuro.

Também tentarei focar mais na saúde física. Pode ser coincidência, mas ando todo estragado. Dor nas costas, no pé e outras mais. Já tenho médicos marcados - inclusive comecei ontem essa busca por uma saúde melhor.

Isso envolve continuar as caminhadas de final de tarde. Tem dia que a Lud precisa de muita insistência para me convencer a sair para caminhar depois que chego do trabalho, mas o exercício sempre faz bem. A gente sempre volta mais feliz, mais animado; no caminho, trocamos várias ideias, algumas bem malucas e outras bem legais. E é de ideias que eu estou precisando!

Um comentário:

  1. Apenas uma provocação:
    ""[...] uma geração inteira enchendo tanques de gasolina, servindo mesas, ou sendo escravos do colarinho branco. Os anúncios nos fazem comprar carros e roupas. Trabalhamos em empregos que odiamos para comprar porcarias que não precisamos. Somos uma geração sem peso na história. Sem propósito ou lugar. Nós não temos uma Grande Guerra. Nem uma Grande Depressão. Nossa Grande Guerra é a guerra espiritual... Nossa Grande Depressão são nossas vidas. Todos nós fomos criados vendo televisão para acreditar que um dia seríamos milionários, deuses do cinema, e estrelas do rock. Mas nós não somos. Aos poucos vamos tomando consciência disso... e nós estamos muito revoltados."

    Tyler Durden em "Clube da Luta" [baseado no livro homônimo de Chuck Palahniuk"

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