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sábado, 25 de junho de 2016

Tudo de novo!

Decidimos que íamos sair pelo mundo no primeiro semestre de 2011.  Foram quase dois anos anos de preparativos empolgados até embarcamos em um avião rumo à Europa em 31 de dezembro de 2012.

Agora, a partir do dia em que eu tomar posse, começamos nova contagem regressiva de dois anos.

Esse é o tempo mínimo que tenho de ficar no Brasil.

Da outra vez, foi tudo bem dramático.

Fazer um sabático representou uma chacoalhada total em nossas vidas.

Pensamos muito sobre o que era importante para nós, o que valia a pena a pena fazer, e no que estávamos dispostos a abrir mão para alcançarmos nossos objetivos.

Tomávamos um monte de decisões quase diariamente:

o que vamos fazer com nossos objetos? Como podemos guardar mais dinheiro? Onde vale a pena cortar despesas? Que lugares queremos conhecer? Por onde vamos começar? Que experiências são imperdíveis? O que faremos com os casacos de inverno quando for verão? Quantas vezes vamos voltar ao Brasil?

E, claro, foram muitas emoções:

será que vamos conseguir licença no trabalho? Será que não vamos sentir falta do que estamos doando/vendendo? Será que o Leo vai conseguir visto de residência em Portugal? Será que o dinheiro vai dar? Será que vamos dar conta de morar por 6 meses em um apartamentinho de 1 quarto?

Não preciso nem dizer que valeu muito a pena e que a gente faria tudo de novo sem pensar duas vezes.

E agora, vamos passar pelo mesmo processo novamente?

Bem, não exatamente.

A gente vai vivendo e aprendendo, né? Voltamos para o Brasil decididos a vivermos de um jeito diferente do que vivíamos antes do sabático. Primeiro porque já imaginávamos que estaríamos inquietos em pouco tempo e queríamos permanecer razoavelmente portáteis. Segundo porque percebemos que a gente sempre tinha tido muito mais casa/carro/coisas do que precisava e usava, e que poderia ser mais feliz (menos preocupação! Menos dor de cabeça! Mais liberdade!) vivendo de um jeito... não digo "simples", mas "mais simples".

Dessa vez, a maior emoção vai ser esperar a lista de destinos disponíveis, escolher os que mais nos agradam e cruzar os dedos enquanto aguardamos a resposta.


De um lado, é legal, porque estamos mais preparados; por outro, vai ser mais difícil lidar com a ansiedade, pois não teremos muito o que fazer especificamente em relação à partida! Até estudar a língua do destino só vai ser possível depois que for decidido para onde vamos (o que parece que acontece uns dois meses antes da data).

É muito engraçado, porque às vezes a gente tem aquela sensação de "resolvi a vida!" e depois percebe que até resolveu, mas vai demorar mais do que imaginávamos... igual passar no vestibular para o segundo semestre, sabe? No nosso caso, é como passar no vestibular para o quinto semestre!

Exatamente 4 anos atrás, última noite no apê bacaninha, após termos vendido praticamente todos os móveis.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Dinamarca: custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 14 noites, todas em Copenhague
Média hospedagem: 26,04 euros por pessoa/dia
Média alimentação: 5,88 euros por pessoa/dia
Média atrações: 1,76 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano: 2,20 euros por pessoa/dia
De onde e como viemos: viemos de Budapeste, na Hungria, para Copenhague, a capital da Dinamarca.

Voamos de Budapeste para Copenhague pela Norwegian, eleita a melhor low cost da Europa. Tá certo que não foi tão low cost assim: as passagens custaram 87,20 euros por pessoa.

Procedimento de fronteira: nada. Desce no aeroporto, pega a mala e vai embora. E mesmo chegando bem tarde, depois de meia noite, conseguimos ir de ônibus de linha comum do aeroporto para a nossa casa.

Duração: 1 hora e 40 minutos de voo.

Hospedagem Copenhague: apartamento Airbnb, 52,08 euros por dia.

Para onde e como fomos: fomos de avião para Reykjavik, capital da Islândia.

Procedimento de fronteira: inexistente.

Língua e comunicação: dinamarquês. Mas todo mundo fala inglês. E não é inglês mais ou menos não: é um inglês melhor que muito nativo de língua inglesa.

Custo total: 47,30 euros por pessoa/dia. Achei um custo para lá de baixo para um dos destinos europeus em que eu esperava ter que deixar um rim. E olhe que, desse valor, quase 18 euros por dia são custos dos voos para chegar e sair do país e casacos de inverno para a visita à Islândia.

Transportes: Só ficamos em Copenhague. Usamos bastante o sistema de ônibus da cidade. Funciona muito bem - só é meio caro. Andamos 15 vezes de ônibus, ou seja, foram necessários 30 passagens. Os custos foram de pouco mais de 2 euros por passagem, porque comprávamos o cartão de transporte com 10 viagens promocionais.

Aproveitando, vejam como é o horário do rush por lá.




Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 9.99/10

Voltaríamos? Sim! Afinal, só conhecemos a capital. E mesmo a Copenhague eu voltaria. É uma senhora cidade. Não é para menos que vira e mexa ela ganha o título de melhor capital do mundo ou fica entre as três primeiras.

Recomendado para: quem quer visitar muitos, muitos museus. Não imaginava que Copenhague tivesse tanta variedade, e todos excelentes. Além de, claro, conhecer um dos melhores locais do mundo para se viver.

Impressões: interessante como Copenhague me surpreendeu. Passamos 14 dias morando em um bairro residencial, em uma casa de dinamarqueses de verdade, em uma região com muitos imigrantes. Deu para conhecer de forma razoável várias partes da cidade.

Achei a cidade diferente do que eu imaginava. Pensei que seria tudo muito parecido, mas a cidade possui regiões bem diferentes, com arquiteturas variadas. Eu achava que Copenhague inteira seria como esta foto (por sinal um dos lugares mais turísticos da cidade):


Também fiquei impressionado com a quantidade de imigrantes. Gente de toda parte do mundo. E me pareceu que todo mundo vive bem, sem muita discriminação.

Realmente, a cidade é um paraíso para viver. Dá para ver na cara das pessoas: todo mundo sempre com um ar feliz. Fomos muito bem recebidos e atendidos por todos com quem tivemos contato. E com um inglês perfeito.

Agora, fomos em pleno verão. Em 2013, quando passamos o alto verão na França e na Alemanha, morremos de calor. Dessa vez, em 2014 na Dinamarca, sentimos até frio. O clima pode ser um dos únicos problemas da cidade. Se no verão já deu para até usar um agasalho, imagina no inverno. Sem contar que o tempo mudava o tempo. Era o famoso "quatro estações em um único dia".

Tempo mudando. 

Depois de passarmos 30 dias morando em Amsterdã, achávamos que já tínhamos vivido na cidade mais amiga da bicicleta do mundo. Nada, Copenhague é a dona do título. Todo mundo pedala para cima e para baixo.

Confesso que sabíamos pouco sobre as atrações - só aquele básico de turista não muito informado: a Pequena Sereia, o parque de diversões Tivoli.  Mas tem muito mais coisa legal em Copenhague! Museus, por exemplo. E são senhores museus, todos tem um ou dois dias de graça na semana. Quer coisa melhor?

Agora, realmente é um lugar que pode ficar muito caro visitar. No nosso caso, ficou em conta porque demos muita sorte com a estadia e fizemos todas as refeições em casa, o que foi bom porque os supermercados tinham preços para todos os gostos e bolsos. Fora que quase todo dia cada supermercado perto da nossa casa - e eram uns 4 diferentes - tinha promoções especiais.

Talvez a atração mais famosa da cidade.

Mas gostamos mais dessa estátua. 
Deliciosas ruas de pedestre do centro da cidade. 
Se for à Copenhague, não deixe de fazer a visita guiada da prefeitura. 
A prefeitura por dentro.
Muitos museus bons.
E todos com a possibilidade de visitar de graça em certos dias da semana.
Reparem que nem em dia de sol forte parece verão. Olhem as roupas das pessoas.
Subir na torre dessa igreja é bem legal. É pela escadinha por fora!
Sol e chuva foi uma constante.
O palácio real também merece uma visita.
Nosso prédio super típico. Saudades do nosso apartamento dinamarquês. Todo Ikea e todo de madeira.