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sábado, 27 de agosto de 2016

Mudanças de vida em 6 anos

Há exatamente 6 anos, estávamos empacotando nosso apartamento gigante em Coronel Fabriciano, no interior de Minas Gerais.

Moramos lá por 6 anos, nossos primeiros anos de casado. E foram excelentes. Inicialmente só a Lud iria para Fabri, por causa do trabalho. Eu ficaria em Belo Horizonte e nos encontraríamos nos fins de semana. Rapidamente mudamos de ideia e me mudei também.

Vou confessar: por pouco nossa vida não seguiu o chamado padrão. Chegamos a pensar em ter filhos, em comprar um apartamento e, se bobear, morar no interior de Minas até os filhos crescerem. Adoramos a tranquilidade, a segurança, os amigos e o custo de vida. O que não nos agradava era o calor e a estrada perigosa que tínhamos que enfrentar para ir a BH.

Talvez o grande divisor de águas do nosso período em Fabriciano tenha sido minha mudança de carreira. Eu trabalhava no setor de tecnologia de uma siderúrgica. As mudanças de dono, seguidas das mudanças no trabalho - de muito pouco serviço a serviço excessivo - eram estressantes. Ao mesmo tempo, a Lud vivia um período áureo no serviço: teve vários aumentos, adorava o trabalho, adorava o ambiente, tirava férias sem dificuldade. 

Resolvi que queria aquilo para mim também. Portanto, concurso público seria o futuro. Larguei o emprego e voltei para a universidade. Em 2 anos e meio consegui me formar. 1 mês após o término, já tinha feitos alguns concursos de teste e não é que acabei passando em um? Era para o Ministério do Planejamento, em Brasília.

Não era o que eu queria. Queria ir para a Receita, trabalhar no mesmo órgão que a Lud. Isso facilitaria nossa vida, permitindo que sempre morássemos junto, na mesma cidade, sendo que teríamos várias opções, no Brasil todo!

De qualquer forma, a sorte nos sorriu. No fim de 2009, a Lud aproveitou um processo de remoção da Receita e pediu para Brasília. Foi antes dos resultados dos concursos, mas a gente imaginava que o maior número de vagas para concurso em tecnologia ficasse lá. O processo demorou quase  um ano no total. Acabou que ela precisou estar em 1 de setembro de 2010 em Brasília. E eu comecei a trabalhar em Brasília em meados de outubro do mesmo ano! 

Portanto, em 27 de agosto de 2010, nos mudamos para Brasília pela primeira vez. Primeiro passamos em BH, onde ficamos dois dias. Depois seguimos viagem para cá. O resto é história já documentada no blog. Só sei, que quando viemos para cá, não imaginávamos que rodaríamos mais de 150 mil km, passaríamos por inúmeros países, teríamos uma superaventura e voltaríamos de novo para a cidade, praticamente 5 anos depois, ainda mais mudados e diferentes.

Às vezes me pego imaginando o que o Leo e Lud de 2004, morando ainda no interior de Minas, com uns dois filhos,  pensariam da dupla que nos tornamos hoje. Acho que eles ficariam horrorizados, mas com uma pontinha de inveja...

3 comentários:

  1. EU ia gostar de sobrinhos ;) Pena que Ludnardo e Leomila não nasceram... Mas ótimo que vcs estão felizes =D

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  2. Nossa, não precisa ter pena assim de quem tem filho não viu.... Nem sempre sao pessoas com a vida desinteressante e chata.
    No mais, adoro o blog.
    Abs

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    Respostas
    1. Uai, Raquel, onde a gente falou/sugeriu/insinuou que tem pena de quem tem filhos? O fato de que decidimos não tê-los não é uma censura a quem tem, não, rs.

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