Menu

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Um ano sem carro

Vamos completar um ano sem carro. Na verdade, é bem mais: afinal, vendemos o nosso no final de 2012 (e aí fomos viajar). O que vamos fazer mesmo é, em setembro, um ano sem carro em Brasília. 

Resultado: melhor do que o esperado.

Cada dia usamos um carro diferente
É claro que nos planejamos para ficar sem automóvel. Escolhemos morar em um ponto em que temos supermercado, padarias, farmácias e bares e restaurantes à vontade em um raio de 1 km. E contamos com várias linhas de ônibus para o trabalho. Eles passam com frequência, raramente estão cheios e demoram muito pouco para fazer o trajeto.

Confesso que as vezes dá uma preguiça de fazer alguma coisa longe, tipo encontrar colegas de trabalho lá no fim da Asa Sul. Aí usamos o fato de não termos carro para não ir. Mas é claro que daria para pegar um Uber ou um táxi.

Também nos tornamos pessoas ainda mais pontuais do que já éramos. Quando a gente tem carro, sempre há a opção de sair atrasado e achar que vai conseguir tirar a diferença correndo. O que é um perigo, né? Aposto que é uma grande causa de acidentes: pessoas com pressa e sem paciência.

Como dependemos de transporte público para quase tudo, a gente sempre se programa para sair com  antecedência. Com isso, raras vezes chegamos atrasados. Só acontece mesmo em casos excepcionais, como períodos de férias escolares, em que a frota de ônibus é reduzida e a gente precisa pegar alguma linha que não estamos acostumados a usar.

Não ter carro também nos trouxe liberdade mental. A posse de um bem caro vem junto com certas preocupações: será que vão roubar? Será que vão amassar ou riscar? Será que esse alarme é o meu? E o cocô de pombo que sujou o vidro? A gasolina que vai subir? E as multas? E as batidas? O que a gente já presenciou de batidas aqui em Brasília dá para usar os dedos das duas mãos. Na hora o nosso pensamento é sempre o mesmo: que bom que não temos carro.

Para terminar, financeiramente está sendo muito bom. Comparando o primeiro semestre de 2012 com o primeiro semestre de 2016 e atualizando os valores, nosso gasto com transporte em 2016 foi a metade do que gastamos em 2012 (50,32% para ser exato). Isso sem contar o dinheiro usado para comprar o carro (e que você não só não aplica em outras oportunidades interessantes como não ganha nem os juros, caso resolva simplesmente deixá-lo no banco). Ah, também não estou contando a desvalorização do veículo!

Ou seja, gastamos bem menos dinheiro, temos bem menos preocupações, estamos mais pontuais e mais saudáveis. Foi uma boa escolha.

Uma escolha que espero que as pessoas façam cada vez mais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...