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quinta-feira, 28 de abril de 2016

A verdade sobre a vida pós-sabático parte II

Antes de qualquer coisa, obrigado a todos que deram sugestões, que se solidarizaram comigo e que entraram em contato para oferecer um ombro amigo. Aviso que já ajudou.

O tempo anda ajudando. Foto do meu ponto de ônibus por volta das 7:30.

sábado, 23 de abril de 2016

A verdade sobre a vida pós-sabático

Aqui é o Leo. Confesso que estou tendo uma dificuldade enorme de me readaptar a vida normal. As coisas não fazem muito sentido para mim. Trabalhar de segunda à sexta, de 8:00 às 17:00... E olha que nem posso reclamar muito. Tenho um emprego que paga absurdamente bem para os padrões brasileiros. E a carga horário é para lá de tranquila: 8 horas por dia com uma hora de almoço.

Nem a lindeza da região que moramos em Brasília está me ajudando a ser feliz.
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(continuação do post) 

Tá certo que o serviço é chato demais. Mas aí a culpa é minha que não gosto dele. Tem gente que faz basicamente a mesma coisa e adora. Fora que é muito tranquilo. O ambiente de trabalho é excelente, a infraestrutura melhor ainda e o local onde trabalho super fácil de ir e voltar. São só 8 minutos dentro do ônibus e em sentido contrário ao fluxo normal do trânsito de Brasília. Ou seja, sempre vazio. Ah, e tem o detalhe que eu tenho um emprego né? Tem gente correndo atrás e não consegue.

Fora que sei que tem trabalhos muito piores. Já imaginou trabalhos braçais, no sol de Brasília, ganhando uma ninharia? E também penso muito no meu "merecimento" de ter o trabalho que hoje tenho. Afinal, tive uma ótima infância, em que meus pais me deram do bom e do melhor, de comida a brinquedos, de amor a educação. Minha única obrigação era ir à aula e aprender. E meus pais nem eram muito exigentes. Pelo contrário, em retrospectiva acho que foram até permissivos demais (não tem jeito né, filho nunca está satisfeito com os pais).

Sim, ando super emburrado. Além de achar o trabalho chato, acho que as pessoas dão valor demais a coisas bobas. No trabalho, os colegas se afligem diante de qualquer inconveniente, e muita gente com que convivo só quer saber de consumir e reclamar que não tem dinheiro pra nada.

Bom, e aqui estou eu hoje. Trabalhando em algo que não gosto para juntar dinheiro. Na teoria o dinheiro serviria para comprar lindos e coloridos produtos novos que me encheriam de felicidade. Mas eu não quero nada disso! Parafraseando um dos personagens do ótimo filme Monthy Python e o Cálice Sagrado: "Mas eu não quero todas essas cousas! Eu só quero... cantar!".  Ou seja, por enquanto me irrito durante 9 ou 10 horas diárias da minha preciosa vida para juntar dinheiro que espero que seja útil em algum momento do futuro. Afinal, uma hora devo precisar, né? Posso querer algo bonito, novo e brilhante. Nem que seja, sei lá, um tratamento médico caríssimo.

Sim, o sabático me estragou. Acho que as pessoas se importam muito com o que para mim não importam mais. Não estou pregando que sou um ser superior e iluminado, viu? Pelo contrário. Eu é que estou destoando da massa. Logo, o errado sou eu. E não sei o que fazer. Até tento me encaixar, mudar ou colocar uma máscara para viver quase 12 horas do meu dia. Mas confesso que é difícil. O pior é que cada dia que passa estou achando pior.

Não sei aonde quero chegar neste post. Tanto que vou parar por aqui, perdido tanto nas palavras como na vida. E deixo com vocês uma frase de meu concunhado (não canso de rir toda vez que penso nela): "Se todo mundo fizesse o que gosta, o mundo seria uma bosta". Será que seria mesmo?


Sim, sei que estou reclamando de barriga cheia.