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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O crachá provisório

Dia desses me dei conta de que ainda estava usando um crachá provisório no trabalho. O permanente ficou pronto em janeiro, mas como tem de buscar em um prédio longe, primeiro enrolei e depois esqueci. 

Ou, basicamente, queria tanto passar no concurso de oficial de chancelaria que me recusei a ver o emprego atual como permanente.

Ou a vida atual como permanente. Desde que chegamos a Brasília, a ideia foi morar em um apê pequeno/comprar poucos móveis/não ter carro/não criar compromissos de longo prazo, porque Brasília é provisória: daqui a pouquinho vamos embora.

Só que o daqui a pouquinho virou um daqui a poucão. Em dois de setembro, completamos um ano na capital. Ainda estou esperando a nomeação. E, mesmo depois que eu for nomeada, serão dois anos antes de sair do país. Isso se não atrasar e os dois anos se tornaram dois anos e meio, três anos...

Ou seja: tenho de encarar a realidade. A estadia em Brasília não é provisória. Não é só um intervalo rápido entre o sabático e o primeiro ciclo de remoções (10 anos no exterior, oba). Vai ser uma parte razoavelmente longa da minha vida. Tenho de dar um jeito de vivê-la da melhor maneira possível, em vez de encarar tudo que acontece como provisório. 

E, como só percebi isso hoje, ainda não sei como fazer, não.

O caminho é mais longo do que a gente esperava...

sábado, 3 de setembro de 2016

1 ano de Brasília!

1 ano morando na capital do país

1 ano sem carro

1 ano sem viajar (visitar a família em BH não vale)

1 ano de trabalho (para a Lud: o Leo voltou em fevereiro)

1 ano de planos, estudos e vitórias (ambos aprovados em concursos)

1 ano de muita paciência (quando é que a gente vai sair viajando de novo?!?)

1 ano vivendo de maneira mais simples (sem faxineira, em um apartamento menor, usando transporte público, comprando só o que precisamos)

1 ano guardando 60% dos nossos salários

1 ano de construção, trabalho e persistência.

1 ano meio besta, pra sermos sinceros. Mas necessário: foi um ano de semear. A colheita virá. 




quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O dilema das próximas férias

Em fevereiro do ano que vem, finalmente o Leo terá férias e poderemos viajar, depois de quase dois anos pianinho. Estamos animados com a perspectiva, mas enfrentando algumas dificuldades inesperadas.

A primeira é a nossa principal regra de viagem, "Não repetirás destinos". Quando a gente vai a um lugar muito legal (e que lugar não é muito legal?), ficamos com vontade de voltar. Por isso criamos essa lei: para nos obrigarmos a conhecer países diferentes. O problema é que, hoje em dia, o número de países que a gente conhece é razoavelmente alto, o que elimina um monte de destinos ótimos. 

A outra dificuldade é a questão da oportunidade. Esperamos morar na Ásia, na África e na Europa, e provavelmente também vamos passar pela América do Norte. Então, visitar essas regiões depois, quando estivermos mais perto, está nos parecendo muito mais fácil e barato. 

Um terceiro problema é que, tendo nos acostumado a viajar com calma, com tempo de sobra para explorar as cidades e as atrações, estamos achando que qualquer ritmo que não seja o "muito lento" vai nos deixar com a sensação de correria. Ao mesmo tempo, um ritmo muito lento vai nos permitir visitar muito poucos destinos, porque agora só temos 30 dias de férias, como todo mundo! 

No fim das contas, estamos pensando em lugares que ficam fora de mão sempre, não importa onde estivermos morando, como a Antártica e o Havaí. Terceira opção: América Latina.

Um é frio e molhado

O outro também é molhado. Só que é quente.