Em 2008, pensamos em viajar pelo Brasil mesmo. Nossa ideia inicial foi conhecer Gramado e região no fim do ano. Começamos a pesquisar e ficamos pasmos com os preços. Achamos tão caro que acabamos indo novamente para a Europa.
Nosso roteiro: uma rápida passagem pela Suíça, Áustria com puxadinhos para Bratislava e Budapeste, terminando a viagem com chave de ouro em Praga.
Foram 17 noites, em um delicioso clima bem frio, com direito a neve e tudo mais. Nosso voo do Brasil chegava em Genebra e voltava de Praga.
Nessa viagem só andamos de trem. E foi excelente. Tirando a ida para Bratislava, não teve um segundo de atraso ou problema por causa da neve. E ver as paisagens dos alpes suíços e austríacos (no calor e conforto) da janela do trem valeu a pena.
A viagem foi especial porque tivemos a companhia de um casal de grandes amigos, Thaís e Maurício. Foi ótimo viajar com eles. Estão mais do que convidados para nos acompanhar novamente, e agora levando a fofura que é o Mauricinho.
Voamos BH-Rio-Paris-Genebra e na volta Praga-Londres-São Paulo-BH pela TAM. A passagem custou quase 2.000 reais por pessoa, comprada com 6 meses de antecedência. Na Suíça, compramos por 97 francos nossas passagens de trem entre Geneva->Berba->Lucerna->Zurique->Fronteira com a Áustria. Na Áustria, um novo passe de 150 euros para os trechos Fronteira->Innsbruck->Salzburgo->Melk->Viena->Praga.
A Suíça é um país realmente caro. Hoteis então, cada um mais extorsivo que o outro (mas pelo menos todos tinham um farto e delicioso café da manhã). Compensamos os custos ficando pouco tempo, comendo muito em barraquinhas de ruas e feiras de natal e passeando muito a pé. O bom é que a maioria das atrações Suíças são as paisagens, as ruas das cidades, os prédios com arquitetura diferente da nossa.
A Áustria foi um ótimo destino. Adoramos Innsbruck. Salzburgo é maravilhosa. Viena não nos encantou muito. É mais uma cidade a que temos que voltar para dar um segunda chance. Lud passou mal por lá (labirintite), o que também não ajudou. Mas foi divertido: tinha a
Demel (uma das melhorias confeitarias que já conhecemos) e permitiu ótimos passeios de um dia para Bratislava e para Budapeste.
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| Vitrine da Demel |
Para Budapeste fomos de ônibus. Passamos um dia na cidade e voltamos no final do dia para Viena. Ficamos encantados e já adicionamos a cidade à lista de destinos que temos que conhecer melhor. Lá tivemos que nos virar para comprar comida na hora do almoço. As meninas que trabalhavam na padaria não falavam nada de inglês; a gente, nada de húngaro. Depois de muita mímica e risadas conseguimos não só comprar pãozinhos como pagar em euros e receber o troco em moeda local, que a gente queria para levar para o pai da Lud, colecionador de dinheiros estrangeiros.
Bratislava é bem pequena. E não tem nada em comum com a cidade do filme
Eurotrip.
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| Bratislava do filme Eurotrip |
Pelo contrário: é bem arrumadinha. Mas foi o destino que mais passamos frio na viagem: estava congelante, e a chuva que começou a cair aumentou ainda mais a sensação de frio. Sem falar do vento cortante... Lud e Thaís rapidinho se esconderam no restaurante enquanto eu e Maurício aguentávamos o frio para tirar umas fotos.
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| Bratislava verdadeira |
Praga é muito bonita. Dizem que é a Paris do leste europeu, mas todas cidades querem ser a Paris de alguma coisa. Sinceramente, achei Budapeste mais Paris que Praga. Não tem como negar, no entanto, que praga seja linda. E barata. O leste europeu é realmente mais em conta que o resto da Europa. E como é um destino bem turístico, em Praga não tivemos problemas de comunicação.
Apesar do frio, o que na verdade até gosto e prefiro, a época da viagem foi ótima. Toda cidade tinha feiras de natal. É um período muito bom de ir à Europa: ver neve no Natal é muito legal para a gente que não está acostumado.
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| Estava um pouco frio |
Em Innnsbruck, resolvemos ir a uma linda igreja para ver um coral gratuito. Na verdade, a gente achava que era um coral gratuito. Nosso alemão capenga só nos fez entender a palavra "grátis". O que teve foi uma missa, com um projetor passando um powerpoint de imagens sagradas e música de cd. Achamos bem estranho. Entre uma música e outro, saímos de mansinho para não atrapalhar, recebendo umas encaradas mal-humoradas dos velhinhos austríacos.
Nossos hoteis:
Em Genebra, o
Hotel Suisse, reservado pelo site da prefeitura, dando direito ao passe de transporte público e a um passeio pela cidade em um trenzinho de rodas.
Em Berna, o
Continental Bern.
Em Lucerna, o
Waldstaetterhof Swiss Quality Hotel.
Em Zurique, um hotel da época da I Guerra Mundial (o rádio que tinha no quarto definitivamente foi usado nas trincheiras), o
Hotel Arlette.
Em Innsbruck, um hotel onde até o Mozart ficou hospedado, o
Weisses Kreuz.
Em Salzburgo, alugamos um
apartamento. Muito bem localizado e maravilhoso. Era tão bom e confortável que era difícil tirar a Lud de casa para passear com o tempo de quase 0 graus (ela preferia ficar na poltrona gigante de couro, atracada com uma garrafa de Bailey's).
Em Viena, ficamos na Pensão
Kraml.
Para finalizar, em Praga ficamos em um hotel/apartamento, o
Aparthotel City 5.