Quem nunca pensou em ir a Hallstatt? Aposto que só quem não teve Windows 95 e 98. Era moda ter essa cidade austríaca como fundo de tela.
No final do outono de 2008, a poucos dias do início do inverno - ou seja, já muito frio por estas bandas -, a gente fez uma viagem pela Áustria. No roteiro, Innsbruck, Salzburg e Viena. Pensamos em ir à Hallstatt mas a falta de informação, o tempo escasso e o tempo frio e sem sol nos desanimou. Deixamos o sonho para o futuro.
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| O famoso fundo de tela de Hallstatt. |
De novo o tempo não ajudou. Só chuva, tanto em Graz quanto em Hallstat. Desistimos de novo.
Já em Viena, novamente flertarmos com a ideia. O tempo melhorou. Previsão de belo dia de sol. O problema: custo. Ir e voltar, além das quase 9 horas de transporte no total, custaria quase 200 euros para nós dois. Totalmente fora do nosso orçamento.
Foi aí que achamos uma barganha da companhia de trens austríaca: 35 euros para um grupo de pessoas (2 a 5 pessoas) viajarem o quanto quisessem. Durante a semana, de 9 da manhã à 3 da manhã do dia seguinte. Nos fins de semana vale, o dia todo. É o Einfach Raus Ticket.
Madrugamos e fomos para a estação oeste de Viena. Lá compramos a passagem. O plano era pegar o trem das 6:50. Ele iria até Attnang-Puchheime e de lá trocaríamos para o trem para Hallstatt.
Na hora de embarcar, fomos perguntar para o fiscal se precisava validar a passagem antes. Ele disse que não, mas não poderíamos embarcar naquele trem. Era um IC e a passagem era só para os trens R alguma coisa.
Próxima tentativa, o trem que sairia às 7:30. Em vez de ir até Attnang-Puchheime, pararíamos em Linz, trocaríamos para outro R até Attnang-Puchheime e de lá continuaríamos o plano original.
Na hora de embarcar, tinha uma multidão na plataforma - o que nos fez acreditar que todo mundo sabia da passagem promocional. Conseguimos sentar, bem felizes, até que chega o fiscal.
E a gente também não podia usar aquele trem. Ele era um RJ alguma coisa, não um R alguma coisa! A passagem só valia nos trem R puros ou REX. O fiscal disse que para Hallstatt não tem como ir só usando esses trens, que são lentos (e regionais - explicado o R). Até tem conexão, mas, segundo ele, não dá é tempo. Demora demais.
A gente poderia comprar com ele a passagem normal, a de quase 100 euros (só a ida!) e ele iria abater os 35 que a gente já tinha gasto. Achamos isso superbacana (passagem correta em vez de multa), mas continuamos pensando que quase 100 euros era muito caro. Perguntamos se poderíamos descer na próxima estação e voltar para Viena em um trem R. Ele disse que sim.
10 minutos depois descemos no meio do nada - nem o nome do local a gente lembra -, tristes e sem saber o que fazer. 35 euros jogados fora? Foi aí que vimos que, de onde estávamos, 3 minutos depois sairia um trem R purinho para Melk. Corremos, embarcamos e lá fomos nós.
Melk foi um dos destinos que conhecemos em 2008. Na ida de trem de Salzburg para Viena paramos lá. O plano era visitamos a abadia super famosa, mas também nos demos mal.
| Abadia de Melk. |
Só conhecemos a abadia por fora. Demos uma voltinha na cidade e aproveitamos para almoçar, tudo isso para gastar o tempo antes do próximo trem seguir para Viena.
Dessa vez não demos azar em Melk. Tempo lindo como há muito a gente não via, abadia acabando de abrir quando chegamos (8:30) e poucas excursões no local.
Visitamos o pequeno museu - bobinho para ser sincero -, vimos a deslumbrante biblioteca (que infelizmente não pode ser fotografada) e a igreja de cair o queixo de linda. Nela pode fotografar, mas só da entrada. Uma pena.
Depois passeamos pelos jardins que ficam ao lado. Como dá para ver pelas fotos, valeu o passeio.
Desta vez não comemos em Melk. Só demos uma voltinha e reencontramos o restaurante de 2008. Às 11:40 já estávamos pegando o trem de volta para Viena.
No final saiu em conta. Uma passagem para duas pessoas, ida e volta para Melk de Viena, comprada no mesmo dia, sairia por 60 euros. Portanto, foram 25 de economia.
Mas, sinceramente, fiquei triste de mais uma vez Hallstatt ter me escapado. Talvez seja melhor assim: um lugar que sempre será um destino ainda a visitar, para deixar sempre a chama das viagens acesa.
| Da estação de trem já dá para ver a abadia. |
| A cidade é pequena. A rua principal é bem fofa. |
| Entrada da abadia. |
| Esta é a sala mais bonita que pode fotografar. |
| Vê se acha o Hércules aí. Pista: ele está usando a pele do leão da Nemeia e brandindo um porrete. |
| Esta é a vista que se tem da Abadia. Nada mal. |
| Escada que desce da biblioteca para a área da igreja. |
| Que é lindona. Mas só dá para visitar um pequeno pedaço. |
| Na teoria não podia tirar foto aqui. Mas não resistimos. |
| A entrada para a abadia dá direito ao terraço panorâmico. Pergunta se alguém informa isso quando você compra? |
| E dele tem a vista não só da abadia mas desse lindo jardim que fica ao lado. |
| Que o ingresso também dá direito a entrar. Novamente, nada de informações. |
| Voltando para Melk. Em 2008 tiramos uma foto no mesmo lugar. A diferença são as árvores, que estavam peladas e agora estão cheias de folhas. |
| A abadia de Melk vista do rio Danúbio. |
| Dia bonitão. |
| Parque simpático onde ficamos esperando a hora do trem de volta para Viena. |




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